23ª Corrida Pedestre Cidade de Jacareí

http://www.corridasderua.com

 

Geral: 117ª Corrida 2009: 33ª Corrida

Data: 29/11/2009 – 9h40min (domingo)

Local: Parque da Cidade – Jacareí/SP

Distância: 7 Km (5ª)

Tempo: 37:56 (líquido) e 38:09 (bruto)

Velocidade Média: 11,07 Km/h (3,08 m/s)  Passo: 5:25up(13,66%)

Pontos (Tabela Húngara): 118

Temperatura: nublado/garoa, 21ºC

Valor da Inscrição: grátis

Número de peito: 97

Tênis: Avia AVI-Trail (4)

 

Colocações:

Geral: 160º (de 203) 78,82%

Masculino: 149º (de 175) 85,14%

Categoria 35-39 anos: 64º (de 74) 86,49%

 

Resultado na Web:

http://www.corridasderua.com/resultados.aspx?i=684

 

Medalha: ok

 

Camiseta: algodão maisoumenos

(sem foto, dei de presente)

 

Foto:

 

Álbum de Fotos - Fábio
Álbum de Fotos - 100 Juízo

 

Relato:

Wordle: 23ª Corrida Pedestre Cidade de Jacareí

Pouco mais de um mês depois de decidir dar uma pausa nas corridas, ao final da 5ª Meia Maratona Frei Galvão, retornei hoje a elas, nesta prova de 7 Km realizada na vizinha e aprazível cidade de Jacareí. Talvez não fosse ainda a ocasião ideal para isso, até porque os problemas que haviam provocado a interrupção, visivelmente, não tinham sido totalmente sanados. Mas bateu saudade. E, ao saber da realização dessa 23ª edição (quando foram afinal as outras vinte e duas, amigos jacareienses?), primeiro por meio do blog do Nadais, depois no CorridasDeRua.com, senti de volta o velho entusiasmo de outros tempos, que andou fazendo falta ultimamente. Assim, mesmo com o “projeto versão 3.0” ainda inacabado, resolvi aparecer para rever os amigos e me sentir novamente no meu habitat. Lamento bastante que as minhas breves “férias” das corridas tenham coincidido justamente com datas de eventos de que gosto bastante, como a prova da FlexPé em Mogi; e a tradicional Corrida Bar do Mané. Ano que vem espero compensar a ausência.

 

Bom lembrar que a falta de eventos de corrida não significou ficar sem correr. Nestas quatro semanas, investi em treinos, aproveitando os finais de semana livres para fazer rodagens ou longuinhos. Nenhum interminável como aqueles das planilhas das maratonas, mas sempre na pista, curtindo bastante o pé na estrada sem compromisso. Por outro lado, também retomei os meio esquecidos treinos de velocidade, voltando a fazer fartleks e intervalados com tiros de 400 metros, pé lá embaixo. Tomando novamente gosto por rodar mais rápido (dentro das minhas limitações).

 

Após o encontro no ponto tradicional de provas a oeste de São José, seguimos em comboio de quatro carros até o local da prova. A interdição das ruas próximas ao Parque da Cidade (bonito lugar, muito adequado para o lazer e a realização de eventos esportivos) complicou um bocado o acesso, mas acabou dando tudo certo. Paramos em uma rua (sem saída) não muito distante. Voltar a respirar o ar saudável das corridas era inspirador. Receber os abraços e as boas vindas de tantos amigos hoje reunidos, idem. Obrigado a todos pelo carinho e pelas palavras de apoio. Houve até quem dissesse pra eu parar de frescura e voltar a correr todas, feito doido, como sempre. E quem falasse que a internet andava incompleta nos últimos tempos... Deixa disso, galera!

 

Eram trezentas as vagas, mas parecia que o tempo chuvoso desde o dia anterior tinha afastado boa parte dos participantes. A Janete diria depois que vira uns cem envelopes com chips ficando nas caixas. O meu eu retirei tranquilamente, com pouca fila; e aproveitei o tempo livre para colocar o papo em dia com gente que não via há tempos, como o Vanderlei (parabéns pelo belo tempo em NY!). Só quando pareceu que iam chamar para alinhar é que resolvi ir fazer um breve aquecimento. E, ainda por cima, interrompido por aquelas convocações da equipe para fotos. Vida dura essa. Cada passada é um flash...

 

Já sem garoa e com sol momentaneamente ameaçando abrir, com dez minutos de atraso largamos. Desejei boa prova aos amigos por perto, me despedi da Janete com um beijo, agradeci a oportunidade de estar ali, novamente correndo; e comecei a tentar achar o meu ritmo ideal para hoje. Logo de cara um cotovelo, anunciado pelo locutor, que a galera não quis nem saber, tangenciou ao máximo. Por ser em um piso misto de grama e terra, chegou a ficar perigoso de tão escorregadio. Uma fita para isolar a esquina não cairia mal.

 

A meta para hoje era modesta: tentar bater o meu recorde pessoal na distância, mas que não era lá nenhum tempo impossível de alcançar. Pelo contrário: os 35:50 obtidos em Bom Jesus dos Perdões no começo do ano eram marca até razoável pela dificuldade do percurso de lá, mas nada demais no percurso plano e sem sol de hoje. A estratégia para isso era começar na manha, rodando no máximo a 5x1 e ganhando aceleração a cada placa vista. Todo corredor tem lá o seu “tacógrafo” e sabe mais ou menos a quanto está. E eu fiquei só esperando aparecer o primeiro quadradinho numerado só para conferir e me certificar de que estava na passada correta. Mas cadê a dita cuja? Olhei para o relógio e ele já marcava mais de seis minutos. Tinham economizado na sinalização.

 

Eu tinha começado a prova sem visualizar ninguém específico como coelho da vez, mas não tardei a escolher um, e dos bons. Toninho foi ficando cada vez mais próximo e, quando cheguei nele, o diretor Edward (vindo de uma semana de fisioterapia, para finalmente tentar resolver o problema na coxa que vem o perseguindo desde abril) também apareceu. Corremos alguns metros em paredão pela Av. Santa Maria, mas o diretor acabaria ficando. Com nove minutos decorridos, o Toninho perguntou se eu achava que já tinham ido dois quilômetros. O ritmo era bom, mas não para tanto. Minha percepção era de estar em torno dos 4’45’’ para 4’50’’. Só dava uma certa frustração não ter certeza disso. Se eu soubesse que não iam demarcar, tinha levado o footpod.  

 

Logo após a rotatória de acesso à Av. Adhemar P. de Barros, passaram a Vanderléia e o Michel. A primeira foi embora (e faria uma bela corrida, com direito a primeiro lugar na categoria e tudo, parabéns!). O segundo seguiu com a gente. Logo em seguida se juntaria também a nós o Orlando (agora multiesportista). Não poderia ser melhor, contar com a companhia de tão bons amigos para manter a motivação e seguir adiante. Com alguma dificuldade para manter o ritmo, mas, enfim, continuando com a perspectiva do R.M.P. Mas, além das placas, algo mais fazia falta, que começava a ser notada pelo nosso grupo e pelos demais corredores em volta: água. O tempo ameno não demandava nenhum exagero na hidratação, mas um postinho a cada 2,5 Km vai sempre bem. Já tinham se passado vinte minutos de prova e nada. Fui desanimando. Perto do meu limite, parei e comecei a andar. Tentaram me incentivar para continuar, tanto os amigos do bloco, quanto outros corredores que passavam, como o novo colega de equipe, Josmar. Não adiantou. Como em outras vezes, fui vencido pela frustração de não contar com o básico dos básicos. Se não gosto da corrida, babau...

 

Não sabia bem o que fazer, desistir também não ia. Mas já tinha me desinteressado do fator tempo. Já pensava em retomar um trotinho quando passou o Bruno Narezzi e chamou pra ir junto. Até relutei um pouco, mas acabei aceitando o convite do amigo. Recém-incorporado ao time dos homens sérios (seja bem-vindo!) e, depois de uma merecida comemoração por isso, retomando aos poucos a rotina de treinos e provas, ele seria uma boa companhia para ajudar a terminar a prova. No final do retão, depois de passarmos pelo posto único de água, com uma plaquinha miniatura com um número quatro escrito, chamei o Bruno para dar uma esticada e ultrapassar uma corredora escolhida como “alvo”. Entramos na Av. Malek Assad, acesso à Dutra, em reformas e com o piso acidentado e cheio de poças. O Bruno falava que eu podia ir, se quisesse. Com o fôlego reestabelecido, eu sobrava naquele ritmo aparentemente na casa dos 5’20’’ a 5’30’’, mas não estava disposto a forçar muito mais que aquilo. Seguíamos juntos, nessa toada, de volta rumo ao centro da cidade.

 

A garoa tinha voltado e ajudava a refrescar, mas também fazia o suor escorrer da testa para os olhos e arder um pouco. Se a temperatura estivesse como andou durante a semana, na casa dos 35 graus, seria bem complicado. Chegamos ao final da avenida e entramos em outra, passando em frente à Escola Agrícola, local da tradicional festa e feira agropecuária da cidade. Trânsito havia bastante, mas era bem controlado pela fiscalização e o cantinho da rua, isolado com cones, era espaço suficiente para corremos sem problemas. Antes de viramos à esquerda em mais um cruzamento, o Bruno se empolgou e me chamou para um longo sprint final. Achava que faltava muito ainda para a chegada, mas novamente topei. Apertamos o passo e entramos com força na Av. Senador Joaquim Miguel. Não conseguimos manter o pique até o final, mas segui em um bom ritmo, chegando na reta e cruzando o pórtico na casa dos 38’ brutos, pouca coisa menos no tempo líquido da minha marcação própria. Bem longe do esperado e do possível, mas ainda assim satisfatório para um retorno às competições ainda sem maiores pretensões.

 

Depois do tapete, reencontrei os amigos que correram em grupo comigo até a minha caminhada, todos fechando na casa dos 35’. Toninho, inclusive, com 34’ alto, quinto lugar de sua categoria (parabéns!). Dava pra ter acompanhado, mas, enfim... Ficou para uma próxima oportunidade. Tinha acabado a água do posto pós-prova, mas o pessoal do staff dizia que no kit tinha mais dois copos. Além disso, duas bananas e uma laranja (quem tem canivete suíço não passa aperto). Medalha pequena, mas bonita, em cores, com data e número da edição (só faltou a distância). E até camiseta, artigo meio raro em corridas na faixa. Apesar dos problemas estruturais que prejudicaram a corrida (principalmente a minha), o saldo acabou sendo positivo, dando a Jacareí os méritos de promover a melhor corrida entre todas que já fiz na cidade até hoje. Que as próximas sejam ainda melhores, mais sinalizadas... e líquidas!

 

Como constava no regulamento, não houve troféus para as faixas etárias, apenas para os cinco primeiros colocados no geral masculino e no feminino. E os premiados da 100 Juízo, Zebra (primeiro), Rafael (primeiro), Mayke (primeiro) e Manoel (terceiro) levaram apenas medalhões, um pouco maiores que as de participação. Mas o capitão não deixou de levar um caneco pra casa, pra aumentar e abrilhantar ainda mais a coleção. A 100 Juízo acabou sendo premiada também. Com o esforço de todos, terminamos no terceiro lugar geral por equipes. Conquista coletiva, saboreada e comemorada por todos. Não subiram ao pódio, mas contribuíram para isso, amigos como o Toninho, o Natanael, o João Carlos, o Acacio e o Paulo Gallo (mesmo sem treino, detonou, garoto!). A crítica no quesito premiação fica apenas para a faixa etária muito extensa 20-39 anos, que trata como iguais gente totalmente desigual.

 

Pena que nem todos, como o Jorge e a Samira, puderam esperar, mas teve rega-bofe, sim senhor! Dessa vez foi meio de improviso, não combinamos com antecedência e não tivemos a presença da Tereza e do Tetian, banqueteiros de mão cheia (e que estarão de volta à delegação em Guarulhos). Mas deu pra gente se garantir com o café, pão de queijo e bolo cremoso, receita do Toninho (que, segundo a Ana, pelo menos lava os pratos depois). Nutrição (e diversão) garantida.

 

Enfim, foi esse o meu retorno às corridas. Não com a satisfação de um grande resultado, longe disso, por sinal. Trouxe de volta à tona alguns dos meus velhos defeitos, como o de entregar os pontos quando a coisa não está bem do meu agrado. Mas que, no final das contas, serviu para o propósito fundamental: fazer de uma manhã de domingo algo agradável, divertido, saudável e que tem alguns desses momentos eternizados neste texto, que compartilho com os amigos que estiveram e também com os que não estiveram comigo hoje. Obrigado a todos e até as próximas.

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

Gostei: ok

de voltar a correr, do kit pós-prova, do percurso (com exceção do trecho da Malek Assad), do controle de trânsito

 

Não gostei: nok

da falta das placas de quilometragem, do posto de água único e mal posicionado, do horário da largada

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (internet, grátis)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (tranquila)
- Acesso: 3 (fecharam as ruas cedo e complicaram tudo)
- Largada: 4,5 (atraso pequeno)
- Hidratação: 2 (posto único até vai, mas muito mal posicionado; faltou água depois também)
- Percurso: 4 (bom e rápido, mas o cotovelo no começo e o trecho da Malek Assad não foram dos mais recomendáveis)
- Sinalização: 1 (faltaram todas as placas, com exceção da quarta, que parecia ainda estar errada)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (bem feita)
- Participação do público: 3 (a chuva atrapalhou)
- Chegada/Dispersão: 5 (sem problemas)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (tranquila)
- Qualidade do kit pós-prova: 4,5 (mesmo com pouca coisa, compensou por ser grátis)
- Camiseta: 4 (apesar de ser de algodão, foi uma boa surpresa)
- Medalha: 4 (bonita, mas pequena; com data, mas sem distância)
- Divulgação dos resultados: 4,5 (no mesmo dia, só tempo bruto)

Média: 3,97

Links sobre a prova:
http://www.jacarei.sp.gov.br/novo/index.php?&ref_noticia=6687

Viagem:
17 Km, sem pedágio
BR-116 (Dutra)
São José dos Campos/Jacareí

Veja também:
O relato da Irma (parabéns pelo segundo lugar no geral!)
O relato do Michel
O relato do Orlando
O relato do Silvio
O relato do Wilson Arantes

Veja meu livro de visitas | Assine meu livro de visitas | Contato

 

Topo da Página Volta | Página Principal Volta | Corrida Anterior Volta | Próxima Corrida Volta

PUBLICIDADE