25ª Volta Pedestre Cidade de Itu

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Geral: 87ª Corrida 2009: 3ª Corrida

Data: 07/02/2009 – 18h34min (sábado)

Local: Estádio Municipal Dr. Novelli Júnior – Vila Nova – Itu/SP

Distância: 10 Km (37ª)

Tempo: 53:50 (líquido) e 55:21 (bruto)

Velocidade Média: 11,15 Km/h (3,10 m/s)  Passo: 5:23 (-4,86%)

Pontos (Tabela Húngara): 142

Temperatura: tempestade antes, nublado durante, 25ºC

Valor da Inscrição: R$ 28,00 (R$ 25 + taxa de serviços Runner Brasil)

Número de peito: 283

Tênis: Avia AVI-Trainer branco (3)

 

Colocações:

Geral: 842º (de 1399)  60,19%

Masculino: 776º (de 1170)  66,32%

Categoria 35-39 anos: 128º (de 175)  73,14%

 

Resultado na Web:

http://www.runnerbrasil.com.br/Calendario/2009/0207/Itu/Itu_GM.txt

 

Medalha:

 

Camiseta: regata, poliamida

 

 

Fotos:


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Álbum de Fotos

Vídeo:

 

Relato:

Wordle: 25ª Volta Pedestre Cidade de Itu

Hoje era dia de enfrentar as consequências de uma decisão salomônica. Ter que escolher entre esta prova de Itu, famosa e já tradicional, mas ainda ilustre desconhecida minha e de meus companheiros de equipe; e a primeira edição praticamente noturna de uma corrida da FlexPé em Mogi das Cruzes foi simplesmente de partir o coração. Não tendo ainda realizado o sonho do clone próprio, tive que decidir por uma delas e, com o convite que recebi do Jerdal no treino noturno no percurso da São Silvestre, acabei optando mesmo pelo tobogã ituano. Era para ser um final de semana hospedado na cidade onde tudo é grande, mas com o interesse também do pessoal da 100 Juízo em estrear nesta corrida, a viagem acabou sendo um bate-volta vapt-vupt mesmo. O turismo ficou para uma outra ocasião. Muito obrigado ao amigo pelo convite.

 

Saímos, van lotada até a tampa, pouco depois das 13:30 de São José. A viagem foi das mais tranquilas, pegamos um pouco de trânsito na saída da Marginal para a Castelo Branco, mas nada que atrasasse muito a chegada à cidade. Chegamos praticamente juntos com o ônibus da PlayTeam e, mal desembarcamos, já fomos cumprimentados pelos corredores-blogueiros Fabiana (“A corrida mudou a minha vida”), que tive o prazer de conhecer pessoalmente hoje; Regis (“Amo Correr”) e Guilherme, que dispensa maiores apresentações. Foi como se tivesse sido ensaiado: acabamos de entrar no ginásio, onde os kits estavam sendo entregues (segundo o capitão Zebra, com algumas confusões de nomes e envelopes), começou a desabar o mundo ! Caiu uma chuva forte, daquelas que tornam inevitáveis os trocadilhos com a fama da cidade. Foi uma legítima CHUVA DE ITU !!! Em intensidade, duração e barulho (trovões e granizo batendo no teto do ginásio, ensurdecedor). No que fui enfrentar o banheiro (estava de chinelo e quase patinei por lá), o alagamento das ruas em volta visto pela janela quebrada chegou a dar medo de ver a corrida ser cancelada. E como demorou a passar ! A Janete tinha ficado esperando na van e até eu conseguir chegar lá para resgatá-la, levou um bom tempo. Por falar em tempo, a chuvarada e os transtornos causados por ela, acabariam atrasando em pelo menos meia hora a largada. O lado bom foi ter deixado o clima bem mais agradável. Mormaço, mas nada comparado ao calor de derreter dos últimos dias. Forno devidamente desligado.

 

Parafraseando o glorioso Jorge Maratonista, hoje mais um amigo virtual se tornou real: o Marcelo, de Campinas, leitor deste Arquivo de Corridas, veio, junto com o meu xará Fábio me cumprimentar e reforçar o convite para a Corrida da Lua no próximo dia 07/03. É na véspera da Meia de SP, mas que dá vontade de ir, ah, isso dá ... Bom também rever outro xará, o Fabão, que eu não encontrava desde os 25 Km da Corpore no ano passado, junto com o Antony, do fórum Runner Brasil; o Hideaki, apenas de passagem logo no começo da corrida; o Ortega, veterano nesse percurso e que me deu dicas bastante importantes sobre ele; e também o Edson, colega de equipe "Matungo, Pangaré e Amigos". Rapaziada de Santos, me esperem que eu tô chegando pra fazer mais etapas do campeonato ! Perto do local e horário da largada, finalmente encontramos também o Jerdal e a família. O aquecimento se resumiu a um trotinho, eu, Jerdal e Edson rumo ao local da largada. Pareciam todos bem ansiosos para que a coisa começasse de uma vez por todas.

 

Primeiro soou uma buzina falsa e só o povo lá na frente se mexeu com ela, o fundão nem andou. Com 34 minutos de atraso, finalmente veio a verdadeira e a massa começou a se deslocar. Achei que a dispersão seria difícil, afinal, a previsão era de dois mil participantes (somando corrida e caminhada). Mas me enganei, desde os primeiros passos, já foi possível, pelo menos para mim, buscar o ritmo de prova sem maiores dificuldades. Não estava frio, até pelo contrário, o abafamento deu o ar da graça desde o começo e continuaria durante a prova. Mas eu fiquei tremendamente aliviado ao ver que as previsões aterradoras nos blogs, fóruns e comunidades de Orkut sobre a corrida de hoje não se cumpririam.

 

Depois de ter sofrido um bocado com a falta de ritmo durante o fartlek que fiz em uma aula-teste com o campeoníssimo Jota Júnior e os amigos da Vinac e da Monsanto no COCTA na quinta-feira, achei que estava conseguindo correr até que bem no começo da prova. A passagem pela primeira placa de quilometragem, suspensa mas ainda assim não muito visível (poderia ser um pouquinho maior e ter mais destaque se fosse em outra cor que não o branco), com pace de 5:34 é que não confirmou essa impressão. Ou já começou mal, com quilômetro de mil e cem metros, ou eu é que ando achando isso ritmo bom no atual momento da condição (ou falta de) atlética. Fico mais com a primeira hipótese, sobretudo porque, sem nenhuma percepção de estar aumentando a velocidade, passei pela placa dois com 4:53. O ânimo voltou, parecia que hoje tinha tudo para ser um belo encerramento de rodagem para começar, a partir da semana que vem, a planilha propriamente dita para a Maratona de São Paulo.

 

Os alertas enfáticos dados pelo Jerdal e pelo Ortega eram para os trechos de paralelepípedos do percurso. O primeiro deles, curtinho, mas em descida e bastante molhado pela borrasca que desabou antes da prova, realmente deixou o piso bem escorregadio. Mas fui tão cauteloso nele que achei que poderia ter arriscado mais. Ou indo para a calçada, como alguns fizeram, ou simplesmente indo um pouquinho menos devagar. Com o calor bem menor que o previsto e esperado, os chuveirinhos do percurso (vi três deles no total) acabaram sendo menos úteis do que poderiam. Ainda assim, fiquei invocado quando só vi o primeiro quando já estava muito em cima. Mesmo estando ainda bastante no começo da prova, já seria um bom refresco.

 

Para quem não gosta de monotonia, esta prova é um prato cheio de variedade. Muitas subidas, nenhuma mais forte, a maioria longa e de pouca inclinação. Mas também muitas descidas. Poucos, só mesmo trechos planos. Mesmo com elas, as subidas, senti que o ritmo continuava satisfatório, chegando ao Km 3 com 5:07 e tempo acumulado pouco acima dos 15 minutos. Conseguisse manter o pique, seria um belo tempo para mim, além de qualquer expectativa neste momento de ausência de treinos específicos para ir mais rápido. O quarto quilômetro seguiu nessa mesma batida, com 5:09 de pace, passando por um dos raros trechos planos em ruas longas e com bastante comércio nos arredores. Chamava a atenção o bom trabalho de isolamento do trânsito. Em nenhum momento houve a convivência perigosa de corredores com e sem volante.

 

Mas a boa fase acabaria por aí mesmo. Depois do retorno e do tapete de cronometragem parcial, começava outra subida longa, com outro chuveirinho e água pra ajudar, mas já sentindo o ritmo começando a cair visivelmente. O Guilherme chegou, perguntou se estava tudo bem e, mais inteiro, sumiu morro acima. Não deu outra: o relógio marcou 5:22 no Km 5 e 26:07 no final desta primeira metade de prova. O dobro disso ainda seria um tempo para me deixar contente. Mas parecia cada vez mais claro, principalmente lembrando do que vinha pela frente, que isso era mais vontade que possibilidade real. No Km 6, que eu fechei em 5:25, se juntou a nós o pessoal da caminhada, no segundo trecho com paralelepípedos de sabão. No começo, estavam eles à direita e nós à esquerda, sem nos misturarmos. Por pouco tempo. Rapidinho virou um boné véio, pra diferenciar uns dos outros, só mesmo pelo estilo do número de peito, até porque veio a subida mais longa e difícil da prova e muitos corredores ali se tornaram provisoriamente caminhantes, inclusive este que vos escreve. Foi por pouco tempo, logo caí na real da besteira que estava fazendo, já que tinha gás para subir sem crise. Ainda assim, o prejuízo foi dos grandes, com um lamentável 5:50 no fechamento do sétimo quilômetro. E um um pouco menos 5:44 no oitavo. Tinha que tentar recuperar o ânimo para não terminar mal uma corrida que tinha começado até bem. A altimetria continuou variando: veio uma descidinha curta, mas bem gostosa e uma nova subida, a última do trajeto. Se o ritmo não voltou a ser o do início da prova, pelo menos houve uma discreta recuperação, para rodar pelo menos na casa dos cinco e trinta e poucos. Meno male ...

 

Entrei no último quilômetro da prova decidido a tentar fazer um final pelo menos digno. O meu pacer mais uma vez foi o grande Manoel, que me ajudou bastante a manter um ritmo bem melhor do que eu vinha fazendo até então. Na reta final, o Zebra, que tinha acabado de fazer o mesmo com o Edward, também veio me acompanhar. Ambos disseram que, a partir de uma linha imaginária no chão, era hora do meu sprint. Primeiro achei melhor não fazer isso, mas depois aceitei o desafio e encaixei ali uma sexta marcha, dei um verdadeiro tiro de 100 metros. Custou meio caro. Não tava com essa bola toda não, faltou pulmão nos metros finais e, quase sem fôlego, tive que chegar praticamente carregado pelos dois colegas de equipe, preocupando inclusive o pessoal do staff, que foi bastante solícito neste momento. O João Carlos foi outro a dar uma força, me dando água enquanto eu não chegava quase me arrastando ao posto. Pessoal gente boa demais. O tempo líquido final acabou ficando na casa de 53 minutos alto. Ruim por si só, tenho que reconhecer. Mas bom para o momento. Minha prioridade agora é outra, voltar a me tornar apto para correr os 42 Km em maio. Se, até lá, vierem bons resultados nas provas mais curtas, vai ser lucro. 

 

Na fila do kit, reencontrei o Fabão, missão cumprida, fechando abaixo do tempo proposto. Depois, o Guilherme, de parabéns, por muito pouco não fazendo sub-50 nesse percurso osso duro de roer. A sacolinha veio com banana, maçã, barrinha de cereal e uma garrafinha de refresco da indústria de bebidas local. A medalha, original, sextavada, entra na minha galeria como uma das mais bonitas entre todas. Pra variar, pecando apenas no detalhe da falta da data do evento e da distância. Quem fez a caminhada levou uma outra diferente, elíptica, menor e mais simplezinha.

 

Dali fomos todos de volta para o ginásio, aguardar a divulgação dos resultados e a premiação. Ficou a expectativa pela classificação do Zebra, que acabou sentindo um pouco o percurso e fez um tempo acima do esperado. Acabaria ficando em sexto na categoria dele, o que não diminui em absolutamente nada o mérito e muito menos a admiração que temos todos por esse grande atleta. Muitos outros canecos vão vir, capitão, você sabe disso ! Já que não tinha o champanhe pra estourar e beber, o negócio era comer então ... E isso nós fizemos. Mais uma vez paramos a van ali por perto, no primeiro lugar bem iluminado que encontramos. E a nuvem de gafanhotos novamente destroçou o que viu pela frente. Foi torta de frango da Janete, foi salgadinho da Tereza, foi linguiçinha aperitivo mandada pelo meu pai. Questão de segundos, a fome era grande. Não sobrou nem pro Jerdal, que veio com a turma toda se despedir da gente, já combinando outros encontros, desta vez espero que com mais tempo, para a General Salgado, por aqui, em março; e para os 18 Km em Cabreúva, montanha acima, em junho. Coisa de maluco. Coisa de corredor. Viagem de volta analisando pontos positivos e negativos, erros e acertos de estratégia, se era mais jogo ter ido pra Mogi e, principalmente, combinando os próximos desafios. Chegamos em casa quase as onze da noite. Cansados, mas satisfeitos. Fevereiro, salvo mudanças de planos de última hora, não deve ter mais muita coisa pra contar, mas em março vem muita novidade por aí. Como diria Silvio Santos, “aguardemmmm” ...

A lamentar, e muito: a péssima educação de um funcionário da Federação Paulista de Atletismo, que, querendo demonstrar uma autoridade que não possui, destratou minha esposa Janete, querendo expulsá-la simplesmente porque ela estava tirando fotos (da mesma forma que muitas outras pessoas ali na chegada, que ficaram perplexas ao ver tamanha grosseria gratuita). Será que a FPA agora, além de tornar as provas mais caras, vai começar a criar caso com quem quer fotografar corridas também ?

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

Gostei:

do percurso, da distribuição de água, do isolamento do trânsito, de reencontrar amigos e conhecer pessoalmente outros, da medalha

 

Não gostei:

da camiseta, das placas suspensas, mas não muito visíveis; do atraso, mesmo justificável, na largada; da mistureba com os caminhantes

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 4 (internet, boleto)
- Retirada do kit pré-prova: 4 (quem retirou pra mim foi o Zebra e disse que teve confusão)
- Acesso: 5 (fácil de achar, estacionamento amplo e próximo)
- Largada: 4 (atraso grande, mas justificável)
- Hidratação: 5 (postos em número suficiente e boa distância entre eles, chuveiros que seriam providenciais se o calor viesse)
- Percurso: 5 (variedade para todos os gostos)
- Sinalização: 3,5 (todas as placas estavam lá, suspensas inclusive, mas a visibilidade ficou prejudicada pela cor discreta e a camuflagem com as placas de publicidade)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (perfeito)
- Participação do público: 4 (bastante gente acompanhando e dizendo obviedades como "se você correr mais rápido, chega primeiro")
- Chegada/Dispersão: 5 (tranquila)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (sem problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 4 (poderia ser um pouco mais recheado)
- Camiseta: 3,5 (razoável)
- Medalha: 4,5 (muito bonita, mas sem informações sobre a prova)
- Divulgação dos resultados: 4 (só na segunda, com tempo líquido)

Média: 4,37

Links sobre a prova:
http://www.itu.com.br/noticias/detalhe.asp?cod_conteudo=17044

Comentários no Fórum Runner Brasil:
http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=88968&grupo=217825&topico=3002168&nrpag=1

Viagem:
184 Km, 3 pedágios (Dutra/Jacareí, Dutra/Parateí; Castelo Branco/Itapevi)
BR-116 (Dutra) até São Paulo
SP-280 (Castelo Branco)
SP-075 (Dep. Archimedes Lammoglia)
São José dos Campos/Itu

Veja também:
O relato da Fabiana
O relato do Fabão
O relato do Guilherme
O relato do Hideaki
O relato do Jerdal
O relato do Nadais
O relato do Regis

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