2ª Meia Maratona Internacional Frei Galvão

http://www.atlantaesportes.com.br

 

Geral: 24ª Corrida 2006: 18ª Corrida

Data: 12/11/2006 – 9h25min (domingo)

Local: Igreja de Frei Galvão – Jardim do Vale – Guaratinguetá/SP

Distância: 21,098 km (1ª) Percurso Misto

Tempo: 1:50:47

Pontos (Tabela Húngara): 186

Velocidade Média: 11,43 km/h (3,17 m/s)  Passo: 5:15 (15,41%)

Temperatura: dia claro, 27ºC

Valor da Inscrição: R$ 23,00 (R$ 20 + R$ 3 taxa de serviços Runner Brasil)

Número de peito: 41

Tênis: Asics Gel Trial cinza (10)

 

Colocações:

Geral: 92º (de 130)  70,77%

Masculino: 84º (de 116)  72,41%

Categoria 35-39 anos: 13º (de 14)  92,86%

 

Resultado na Web:

http://www.cronoserv.com.br/resultados/06_11_12_guara_geral.txt

 

Medalha:

 

Camiseta: regata, poliamida (Amphibia)

 

Foto:

Álbum de Fotos

 

Relato:

Já há algum tempo eu vinha ouvindo (e lendo na internet) convites de amigos corredores para participar de uma meia maratona. E sempre descartando com o argumento de que ainda não tinha cacife para isso. Em agosto eu resolvi parar de ser café-com-leite e tentar participar de uma, nem que fosse pra não conseguir. Escolhi a Frei Galvão porque era a mais próxima, geograficamente e na data prevista, que era 29 de outubro. Montei uma planilha de treinamento no site da revista americana Runner’s World e comecei a seguir. Achei estranho no começo a quantidade de easy runs, como eles chamam os treinos leves e regenerativos, mas vi que o resultado apareceu rápido. Dos 40 km em média que eu estava fazendo por semana, consegui aumentar bastante a rodagem sem me quebrar.

 

Acontece que a data prevista no site da Atlanta Esportes era a mesma do segundo turno das eleições. Furou, claro. E demorou pra caramba para definirem a data real. Mandei e-mail pros organizadores, pra prefeitura... e nada! Eu já tinha até desistido, mudado a planilha para que ela servisse de treino para a Volta da Pampulha. Quando finalmente saiu a data já não tinha como readequar a planilha e passei a pensar nessa prova mais como um treino, sem me preocupar com tempo ou performance. A péssima prova que eu fiz em Guararema no mês anterior me deixou ainda mais desencanado. Fui para Guará tendo como meta só fazer por volta de duas horas e não ser o ultimão...

 

Sem a tensão típica das vésperas de prova, dormi pouco, mas tranquilo. Apesar do bairro ser meio escondido e a Dutra estar cheia de gente doida, chegamos com bastante tempo. O atraso de 25 minutos serviu pra aumentar ainda mais o calor, mas o horário de verão sempre ajuda nas provas matinais. Vi a Marizete Rezende na hora em que fui trotar e pensei: ih, olha o nível das competidoras! Alinhei pra largada achando que todo mundo ali era bem mais corredor do que eu...

 

No dia anterior tinha feito um esqueminha no computador para fazer a prova com uma média de velocidade de 10,8 km/h, num ritmo de 5:33 min/km. Ritmo para fechar em torno de 1 hora e 57 minutos. Acabei, na pressa de sair de casa, esquecendo o papelzinho. O que foi muito bom. Mentalmente, passei a calcular o ritmo por 5:30, mais fácil pra fazer conta. Era fazer 2 km em 11 minutos, 4 em 22, 6 em 33 e assim por diante. Saí bem de mansinho, fiquei bem lá atrás. Mesmo assim, quando passei no primeiro quilômetro o relógio marcava 5:08. Diminuí um pouco, ainda muito preocupado em não quebrar. Veio a primeira subida e eu fui pro canto da rua procurar sombra. No final da descida correspondente, o segundo km e 10:48. Senti que dava para ir um pouco melhor do que isso.

 

Ao contrário do que imaginei, não fiquei bem pra trás. Fui passando bastante gente pelo caminho. O seu Antônio, que disse que vinha, não apareceu. Mas o Azambuja, que disse que não vinha, tava lá. Largou na minha frente, chegou a abrir bastante. Mas ficou pra trás ali pelo km 3. Como a corrida era em duas voltas e tinha muito retorno, várias vezes quem estava voltando cruzava com quem ainda estava indo. Procurei incentivá-lo sempre que topava com ele. A diferença entre a meta de 11 minutos para cada 2 km foi aumentando: 40 segundos, 1 minuto e pouco, 2 minutos. Apesar do calor bastante forte e da variação de terreno, estava conseguindo fazer uma prova tranquila, sem sentir muito e mantendo um bom ritmo.

 

Uma coisa que ajudou bastante foi a hidratação. Foram quatro postos de água por volta, o que dá oito no total. E dois “chuveiros”, um acionado manualmente e outro que ficava ligado direto encharcando a rua na entrada da ponte sobre o rio Paraíba. Tomei muuuuuuita água e muito banho, ajudou bastante a dar uma quebrada no calor. Levei dois sachês de gel e tomei um quase no final da primeira volta. Estava surpreso com a minha performance, correndo com prazer. Passei na marca dos 10 km com 51:58. Em nenhuma das oito provas de 10 km que disputei nesse ano fiz um tempo assim. Tinha ainda mais 11 pela frente, mas esse pequeno fator psicológico me deu ainda mais disposição para a segunda parte da prova. Passei pelo pórtico, não vi a Janete e o Dudu, mas ouvi palmas e incentivos da (pequena) plateia que estava por ali. Isso é sempre bom.

 

Provas de duas ou mais voltas são facas de dois gumes. Quando você gosta do percurso é legal, já conhece, tenta repetir o que fez bem e corrigir o que errou. Quando não gosta, fala sério: fazer aquilo tudo de novo? Desse percurso eu gostei, mesmo com as subidas todas. É claro que a performance na segunda volta caiu um pouco, o calor estava ainda mais forte, as pernas mais pesadas. As placas de quilometragem com dois dígitos foram ficando pra trás e a marca dos 11 minutos já tinha ido pro espaço em quatro, cinco, seis minutos. Outros pequenos prazeres foram surgindo: a marca dos 15 km em 1 hora e 18 minutos. Pra quem tinha dado vexame em Guararema com mais de uma hora e meia e pra quem tinha ficado razoavelmente satisfeito na São Silvestre com 1:27:22, era uma marca e tanto! A marca dos 18 km na descida da ponte em 1 hora e 34. Não deu pra deixar de pensar na Pampulha, quase planinha e projetar também para lá um bom resultado.

 

Os três últimos quilômetros foram tão empolgantes quanto intermináveis. A briga era pra fazer abaixo de 1 hora e 50, mas isso talvez já fosse querer demais. Foi muito engraçado: veio o tiozinho pingaiada na porta do boteco falando: “ê, gordinho, hoje você perdeu pelo menos uns dois quilos, hein?”. Não adianta, eu era o gordinho até na 6ª série, quando tinha quase essa altura e meu peso começava com 6. Veio a molecada perguntando quantas voltas eu já tinha dado, isso já quase no km 20. Se fosse a primeira ainda, realmente era caso pra desistir das corridas. Se fosse a terceira, eu seria muito bom. Se estivesse na quarta, eu seria o Paul Tergat.

 

Custou, mas finalmente veio o retão de chegada e a última subidinha. Não tive gás e nem coragem pra dar um sprint. As enfermeiras que vieram perguntar se estava tudo bem atrapalharam a foto da chegada (mas foram importantes, soube depois que bastante gente tinha passado mal com o calor). Acho que chegaria feliz com qualquer tempo só por conseguir completar minha primeira meia maratona. Mas terminar em menos de 1 hora e 51, mais de seis minutos abaixo de um tempo que eu achei que nem daria, foi realmente especial. A rigor, foi só a segunda vez que eu corri a distância, a primeira tinha sido em agosto, quando decidi começar a treinar. E tinha feito em horríveis 2 horas e 6 minutos. Corrida é isso: uma sucessão de alegrias, com algumas eventuais decepções pelo caminho. O importante é não ter medo dos desafios. O próximo é a Volta da Pampulha no dia 3 de dezembro. Agora é cuidar da unha do pé roxa, das queimaduras de sol (esqueci do filtro solar!), descansar pelo menos um dia e voltar a treinar, porque não vou me contentar com mais de uma hora e meia, mesmo com toda aquela muvuca em BH.

Gostei:
de ter feito pela primeira vez (e bem) uma meia maratona, do percurso, da água à vontade nos copos e chuveiros

Não gostei:
só do calor em excesso

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (internet, cartão)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (organizada)
- Acesso: 5 (orientação pra chegar no local, fácil de estacionar)
- Largada: 3 (atraso grande)
- Hidratação: 5 (postos e chuveiros, impecável)
- Percurso: 4 (variado, desafiador, mas com duas voltas)
- Sinalização: 4 (boa, mas em alguns trechos faltou orientação)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (sem problemas)
- Participação do público: 4 (animação na largada/chegada, alguns espectadores e alguns gozadores)
- Chegada/Dispersão: 5 (tranquila)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (sem problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 4 (normal)
- Camiseta: 4 (regata meio tosca, mas gosto dela)
- Medalha: 4 (não muito bonita, mas muito significativa pra mim)
- Divulgação dos resultados: 4 (rápida, só tempo bruto)

Média: 4,4

Comentários no Fórum Runner Brasil:
http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=88968&grupo=217825&topico=2916811&nrpag=1

Viagem:
85 km, 2 pedágios (Moreira César)
BR-116 (Dutra)
São José dos Campos/Guaratinguetá

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