81ª Corrida Internacional de São Silvestre

http://www.saosilvestre.com.br

 

Geral: 6ª Corrida 2005: 6ª Corrida

Data: 31/12/2005 – 17h10min (sábado)

Local: Avenida Paulista – São Paulo/SP

Distância: 15 km (1ª) Percurso Misto

Tempo: 1:27:22 (líquido) e 1:39:30 (bruto)

Pontos (Tabela Húngara): 111

Velocidade Média: 10,3 km/h (2,86 m/s)  Passo: 5:49 (-14,02%)

Temperatura: dia claro, 32ºC (no final, chuva e 18ºC)

Valor da Inscrição: R$ 55,00

Número de peito: 1065

Tênis: Rainha System 3000 azul (3)

 

Colocações:

Geral: 5997º (de 13419)  44,69% (fictício, são duas corridas diferentes)

Masculino: 5634º (de 11601)  48,56% (era 5626º na primeira lista)

Categoria 30-34 anos: 916º (de 1852)  49,46%

 

Resultado na Web:

http://www.saosilvestre.com.br/2005/resultados/2005/ResultadoGeralMasculino.txt

 

Medalha:

 

Camiseta: poliamida

 

Foto:

Álbum de Fotos

 

Relato:

Dois meses antes desta corrida, a principal dúvida era: quantas vezes eu teria que parar durante a prova para conseguir concluir os 15 km. Desde que eu era moleque, algo assim como dezesseis anos, já falava brincando que um dia iria participar. Esse dia chegou, e como eu me preparei para ele!

Subidas não são e nunca foram a minha especialidade, principalmente as mitológicas como a da Brigadeiro Luiz Antônio. Mas eu passei os últimos dias antes da prova procurando por São José e até por Jacareí lugares que pudessem simular a interminável ladeira em que a corrida todos os anos é decidida entre brasileiros e quenianos. Subida na São João, na Tamoios, no Urbanova e até na Vila São Bento, coisa de louco mesmo. Mas valeu a pena: cheguei no dia 31 em São Paulo afiado e confiante na minha performance.

Já tinha passado por parte do percurso durante a semana, já que tinha que retirar o kit com antecipação. Chegamos na Paulista mais de duas horas antes da largada, uma muvuca tão grande que mal deu pra ver a largada feminina. E como o tempo custou a passar, que ansiedade era aquela? Uma meia hora antes fiz um trote leve, um alongamento meia-boca e fui alinhar pra largada, longe pra caramba do MASP e no meio de um tumulto enorme. Até passar pelo pórtico foram intermináveis 12 minutos andando, quase rastejando. O primeiro km na Paulista foi lento à beça, nem tinha como ser diferente no meio daquele povo todo. Na descida da Consolação deu uma dispersada, mesmo assim tendo que desviar dos fantasiados e disputar espaço palmo a palmo com o Lula, o Raul Seixas, o cara com o vaso na cabeça e outros tantos. Desci devagar para poupar os joelhos, conforme recomendado em todos os sites de corrida. Na Ipiranga e na São João já começaram a aparecer os primeiros desistentes, o calor tava brabo e, mesmo com os acúmulos de gente vez por outra, já estava dando pra manter um ritmo legal. No km 4 apareceu um camarada de São José que me cumprimentou e disse que já me vira treinando algumas vezes no Pavilhão do Parque Industrial.

Procurei colocar em prática tudo que li durante a preparação para a corrida: concentração, ritmo constante, respiração, água (e banho) em todos os postos. Faltou apenas a marcação dos quilômetros para ajudar na meta (depois assistindo à corrida na TV deu pra ver que as placas existiam, mas com a muvuca toda acabei só vendo a do km 13 na Brigadeiro). Foram passando Minhocão, Av. Pacaembu, Rudge, as temidas subidas dos viadutos. E eu lá, firmão! Nos 10 km na Rio Branco, eu estava na faixa dos 54 minutos. Seria um tempo apenas razoável para uma corrida de 10, mas era o suficiente para terminar os 15 km em 1 hora e 20 minutos, que seria o meu sonho de consumo para essa estreia. Tomei meu gelzinho e senti a energia, que estava quase no fim, voltar com tudo! Eu não via a hora de encarar a Brigadeiro, passei quase sem olhar por toda aquela região do centro velho. Perto do Teatro Municipal, o incentivo de um cara que estava assistindo foi muito importante: ele disse algo como "vocês se esforçaram muito para chegarem até aqui e merecem terminar bem". Estava pronto para subir. Mas aí veio o inesperado: o dilúvio!!!

A chuva já começou forte, deu uma refrescada legal. A temperatura, que estava nos 32º no início da prova, iria cair para 18º. Mas as vantagens pararam por aí. A chuva estava tão forte, com granizo junto, descendo a ladeira e formando poças enormes na lateral da pista, que mal dava para enxergar. Não conseguia olhar para a frente, tinha que ficar com o rosto de lado ou até de cabeça baixa. O tênis encharcou, as pernas já estavam pesadas e as trombadas com outros corredores eram inevitáveis. Posso estar até fantasiando, mas tenho a impressão de que perdi pelo menos 5 minutos nessa brincadeira. Quando virei à direita, ainda tinha gás para um sprint nos 400 metros finais da Paulista. Mas aí já era meio tarde, o tempo bruto já passava de 1 hora e 39 minutos. E o tempo líquido, de 1 hora e 27 minutos. Se eu falar que não fiquei decepcionado, vou estar mentindo. Mas foi ótimo concluir a prova sem parar uma única vez (exceto para pegar copos d’água, mas aí também nem conta, né?).

Foi emocionante cruzar aquela linha de chegada que eu só via na televisão desde moleque. Mas eu queria, e tinha tudo para terminar a prova no máximo em 1 hora e 22 minutos. Eu tinha prometido para mim mesmo me dar de presente um Mizuno Wave Creation 7, tênis de corredor de verdade, que custa uns 400 paus, se conseguisse chegar abaixo de 1 hora e 20. Cheguei perto, vou ficar me devendo o agrado. Agora eu não posso nem pensar em parar nas próximas corridas de 10 km, provei pra mim mesmo que tenho condições físicas e psicológicas de ir bem mais adiante. Quem diria...

Deu o que fazer para voltar pra casa. Encontrei com a Janete e a Priscila, que tiveram que se esconder da chuva em um ponto de ônibus junto com mais umas duzentas pessoas. Tiramos umas fotos e fomos encarar outra "maratona": a de pegar o metrô para o Tietê, onde tínhamos deixado o carro. Chegamos na festa de réveillon já eram mais de 10 da noite. Depois foi só passar o resto da noite contando as "façanhas" para a parentada toda...

 

Percurso:

Altimetria:

Gostei:
de realizar um sonho de muitos anos, do percurso, de correr pela primeira vez 15 km sem parar, do clima de festa, da participação de quem foi assistir

Não gostei:
de tomar chuva, vento e gelo na cara na subida da Brigadeiro e de perder tanto tempo com isso no final

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 4 (internet, só boleto)
- Retirada do kit pré-prova: 3 (organizada, mas tive que ir durante a semana pra retirar)
- Acesso: 2 (tive que deixar o carro na rodoviária e ir de metrô; na volta foi um tumulto só)
- Largada: 3 (muvuca, doze minutos pra começar a correr)
- Hidratação: 4 (boa, apesar de ser meio difícil pegar os copinhos no meio do povo todo)
- Percurso: 5 (sensacional)
- Sinalização: 3 (só consegui ver uma placa na subida da Brigadeiro)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (impecável)
- Participação do público: 5 (incentivo durante quase todo o percurso, inesquecível)
- Chegada/Dispersão: 4 (um pouco confusa)
- Entrega do kit pós-prova: 4 (um pouco de dificuldade pra pegar a medalhinha)
- Qualidade do kit pós-prova: 3 (fraquinho)
- Camiseta: 4 (bonita, mas simples demais)
- Medalha: 4 (idem)
- Divulgação dos resultados: 5 (rápida e com classificação por tempo líquido)

Média: 3,87

Links sobre a prova:
http://www.saosilvestre.com.br/2005/index.php
http://www.gazetapress.com/fotos/index.php?bSearch=1&CodPauta=4202
http://www.runnerbrasil.com.br/calendario.asp?ID=5&IDevento=1185&IDAno=2005
http://public.fotki.com/Newton17/81_corrida_internac/
http://public.fotki.com/vsoeiro/81a_corrida_de_so/

Comentários no Fórum Runner Brasil:
http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=88968&grupo=217825&topico=2830799&nrpag=8

No SportCV:
http://www.sportcv.net/cv/fabionamiuti/Detalhes.aspx?cdEvento=102

Viagem:
100 km, 4 pedágios (ida: Dutra/Jacareí, Ayrton Senna/Guararema; volta: Ayrton Senna/Itaquá, Dutra/Jacareí)
BR-116 (Dutra) até Guararema
SP-070 (Ayrton Senna)
São José dos Campos/São Paulo

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